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domingo, 17 de abril de 2011

Cães e Passeios de Carro


Passear de carro com o seu  cachorro é, sem dúvida, muito gostoso! A maioria dos cães adora ficar olhando para fora da janela, e em muitas vezes eles adoram ficar com a cabeça para fora da janela sentindo o vento em seu focinho. Também é difícil negar que tais cenas são deliciosas.

Segurança

Tudo isso é muito bonito, mas este hábito coloca a segurança de nossos peludos em grave risco! Sejam Pinschers ou Mastins, cães que ficam soltos dentro do carro durante o passeio correm grande risco de se machucar no caso de uma freada mais forte, ou mesmo no caso de uma colisão.
É lógico, que quanto menor for o cão, maior será o risco que ele corre, mas um cão de raça grande corre tanto risco como nós, e é exatamente por isso que você usa o cinto.
Cães de raças pequenas ou minis correm um perigo é ainda maior: qualquer brecada pode fazer com que o cão seja arremessado contra o painel do carro, podendo machucá-lo muito.


 
O que diz a lei:


O Novo Código de Trânsito trata do transporte de animais na parte interna e na parte externa do veículo:

Art. 252. Dirigir o veículo:
II - transportando pessoas, animais ou volume à sua esquerda ou entre os braços e pernas;
Infração - média;
Penalidade - multa.

Art. 235. Conduzir pessoas, animais ou carga nas partes externas do veículo, salvo nos casos devidamente autorizados:
Infração - grave;
Penalidade - multa;
Medida administrativa - retenção do veículo para transbordo.


Esse é um daqueles casos que nem deveria precisar de proibição. Uma simples questão de bom senso deveria ser suficiente para que as pessoas não andassem com seus cães soltos na parte da frente do carro! Cães devem ficar no carro no banco de trás e sempre em segurança seja usando um cinto de segurança próprio para cães ou dentro de caixas de contenção (ou caixa de transporte). E tais caixas devem ficar em locais seguros, ou ainda presas pelo cinto de segurança para que fiquem estáveis.

 Cães com medo de andar de carro

O paraíso para uns é o inferno para outros! Como nada nesta vida existe sem exceção, não faltam cães que dão muito trabalho a seus donos na hora de passear de carro. Aqui tem um pouco de tudo: os que vomitam, ou fazem xixi e/ou cocô no banco do carro; os que ficam travados de medo; os que choram ou latem sem parar ; os que nem conseguem entrar no carro; enfim muitos cães têm verdadeiro pânico de carro.  

  Onde este medo começa:

Normalmente o filhote entra na vida da gente numa viagem de carro. Isso ocorre no momento me que vamos pegar o filhote na casa do criador, e o levamos para a casa. Esta viagem não é fácil: o filhote ainda é muito imaturo; não conhece a sensação de chacoalhar dentro do carro; e, além disso, está acompanhado por humanos que ele nunca viu, o que gera uma grande insegurança. Por tudo isso, não é incomum que em seu primeiro passeio de carro o filhote vomite em cima do banco. Isso não quer dizer que ele vá vomitar sempre. Esta primeira reação pode simplesmente ser fruto do medo, e aqui é que está o grande diferencial: se trabalhamos o cão para que ele perca o medo, ele certamente passará a andar muito bem dentro do carro; em caso contrário este medo pode se transformar em pânico unicamente pela falta de habilidade. 


O que fazer:

O que é necessário fazer aqui é fazer outras tentativas para que o filhote perca o medo do carro.

Alguns cuidados são fundamentais para se evitar problemas, e para que esta nova tentativa tenha o efeito esperado. Se seu filhote tiver pavor de carro, vá devagar: comece colocando o filhote no carro parado. Só fique lá brincando com o ele dentro do carro, e assim que você perceber que o filhote está à vontade, esta será a hora de parar o treinamento. Tire o filhote do carro e só volte a colocá-lo lá no dia seguinte.

  • Coloque-o então na caixa de transporte; prenda-a no cinto de segurança, e ligue o motor do carro, e faça um passeio curto. Normalmente o fato de ele estar dentro da caixa de transporte fará com que ele não fique com tanto medo. Coloque a caixa no chão do carro, pois isso fará com que ele não perceba exatamente o que está acontecendo, e fará com que ele reaja bem ao passeio.
  • Se a caixa de transporte for muito grande para ser colocada no chão você pode fixá-la entre os bancos traseiros e dianteiros, ou ainda prendê-la com o cinto de segurança.
  • Cuide para que o filhote não tenha comido nas últimas 3 horas antes do passeio para diminuir o risco de enjôos e vômitos. Evite também dar qualquer tipo de comida ou petisco dentro do carro.
  • Converse (mesmo) com o filhote usando uma voz bastante suave para que ele se sinta bem. Elogie-o bastante pelo comportamento “valente”. Isso dará confiança a ele, além de mostrar a ele como você quer que ele se comporte dentro do carro.  
  • Não são raros os cães que viram verdadeiras feras dentro de um carro. Alguns latem, rosnam e mostram os dentes para todas as pessoas que vêem, seja nas calçadas, ou dentro de outros carros; outros agem da mesma forma para qualquer pessoa que se aproxime do carro. O grande problema é a maioria dos donos de cães vêem tal comportamento como típico de um cão zelando pela segurança de seu dono. MAS NÃO É!!! Este cão – normalmente anda solto no carro – e age agressivamente a uma situação que lhe causa muito medo, daí a reação exagerada.
    Aqui não fugimos da mesma regra que se refere aos cães de guarda: bom não aquele cão que ataca às cegas, e sim o cão que sabe reconhecer uma real situação de perigo. Os cães que se comportam desta forma na rua nada mais são do que cães descontrolados, e que não sabem diferenciar um assaltando de uma criança vendendo chicletes. Qualquer pessoa que se aproxima do carro representa um perigo potencial imenso – na visão deste cão - e então ele ataca.
    Este tipo de comportamento deve ser severamente desencorajado desde cedo. Lembre-se sempre você deve ser o líder de sua matilha, e não seu cachorro que, sendo um filhote medroso, não tem a menor condição de fazer uma avaliação correta do que de fato representa um perigo, ou não. E tal cão só aprenderá a fazer tal diferenciação se tiver um líder firme e calmo.
    Ao menor rosnado este cão deve ser repreendido, e assim que o rosnado acabar ele deve ser elogiado pela obediência. Mais uma vez temos o líder encorajando o cão a obedecer e confiar nele. 
    À primeira vista um cão que mostra seu poder de ataque a qualquer um que se aproxime do carro pode parecer muito reconfortante, principalmente para quem mora em cidades muito perigosas. Mas, se você permitir que o cão decida pode rosnar para quem ele bem entender você estará abrindo mão de ter qualquer controle sobre ele dentro do carro. NÃO SE ILUDA!!!! Se ele não for repreendido e educado a se comportar dentro de um carro, você jamais terá controle sobre ele.



    Dicas:

  • Comece com passeios curtos, para que seu cão não se canse.

Boa sorte!
Maíce Costa Carvalho, adestradora
maice@dogtimes.com.br
 

Cocker Spaniel,o companheiro ideal


Tudo indica que a origem da raça encontra suas raízes na Espanha, onde acredita-se que os Spaniels, cães hábeis em caçar aves, tenham surgido. Parte desses tornou-se o Cocker Spaniel Inglês, a partir de uma divisão feita na Inglaterra. A denominação "Cocker" foi usada pela primeira vez em 1859, numa exposição em Birmingham, e o reconhecimento oficial da raça veio 33 anos mais tarde, em 1892.
O porte médio, a expressão terna e o comportamento versátil fazem dele um cão de sucesso. São poucos os cães com a popularidade do Cocker Spaniel Inglês. Mesmo entre as pessoas que menos conhecem cachorros, ele é lembrado. É daqueles que conquistaram um lugar na mente coletiva. Nos países mais conhecidos da Europa, o Cocker desponta lá em cima, como uma das raças mais registradas. Em Portugal, há cinco anos, reina absoluto como o número um. Na Espanha está nada menos do que em segunda posição.
Entre os alemães, ocupa a quinta. Na Inglaterra, sua terra natal, se mantém há muito entre o sexto e o sétimo lugar. Na França, figura em oitavo. Aqui no Brasil, não é diferente. Há mais de uma década, o Cocker tem um posto de destaque entre os cinco cães mais registrados.

Cocker Americano
 No ano passado, brilhou em terceiro, com quase sete mil registros. Entre os raros países onde não representa uma preferência nacional, estão os Estados Unidos. Compreensível. Eles desenvolveram uma versão própria da raça, o Cocker Americano, feita a partir do Inglês. Afinal, o que o Cocker Spaniel Inglês tem para ser tão querido e famosos, mundo afora? Para começar, um tamanho que reúne qualidades tanto dos cães de porte grande como dos de pequeno. Pode viver facilmente dentro ou fora de casa. Em lugares grandes ou diminutos, ainda que nestes precise sair para passear. É mais resistente a quedas e pancadas que cães pequenos e mais fácil de transportar que os grandes. Quem procura as vantagens do tamanho médio, encontra no Cocker uma opção. Outro fator decisivo é a sua aparência que inspira ternura de imediato. É uma tarefa complicada resistir à meiguice dele. 

Cocker Americano
 Se for filhote então, beira o impossível. O olhar terno, emoldurado pelas longas orelhas, e a cauda que costuma abanar incessantemente são suficientes para amolecer o mais duro dos corações!
É aí que entra o maior aliado do tamanho providencial e da irresistível feição do Cocker, amenizando possíveis enganos da compra impulsiva: o comportamento superadaptável a qualquer circunstância e estilo de vida. Qual a preferência? Um cão ativo, cheio de energia para mil e uma atividades ou um companheiro tranqüilo, daqueles que apenas nos assistem mergulhados na mais absoluta calma? Tanto faz. O Cocker é o tipo dois em um. O que se quiser dele, se terá. 
A raça também não se enquadra entre aquelas famosas por latirem muito.
O Cocker típico tem altura igual ao comprimento do corpo, medido da cernelha (onde o dorso encontra a base do pescoço) à raiz da cauda. Outro defeito é a falta de arqueamento das costelas, que resulta em peitos estreitos, enquanto que o característico na raça é serem largos. Aparecem também alguns com cabeças largas demais, o que não é desejado. A maior preocupação dos criadores, no entanto, é quanto ao cruzamento entre as cores. O Cocker está entre os cães com maior número de colorações. Ultrapassa quinze. 


  É dividido em duas variedades, em função da cor: exemplares sólidos e particoloridos. Os chamados sólidos são aqueles inteiramente de uma cor ou que no máximo apresentam uma segunda, sob forma de marcas em tom canela (tan) acima dos olhos, nas laterais do focinho, face interna das orelhas, no peito, face internas da coxas, patas e embaixo da cauda. A cor branca só é aceita se for uma pequena mancha no peito. Já os particoloridos podem apresentar de duas a três cores, sendo que uma delas é sempre a branca. A questão fundamental é que essas duas variedades não devem acasalar entre si.O cruzamento entre as duas variedades foi muito usado no passado, mas que atualmente a raça já chegou ao seu ponto máximo de definição das cores. Misturá-las é retroceder. É quase certo que aparecerão cães com distribuição confusa de marcações.
Também deve-se evitar cruzar, por mais de três gerações seguidas, exemplares que portem fatores recessivos, como o dourado, laranja-e-branco e laranja-ruão (pintinhas em áreas brancas). Além de ocasionar cores com tonalidades inconstantes, pode acarretar físicos menos robustos e desvios comportamentais.


 Todas as raças exigem alguns cuidados específicos em relação à higiene e saúde. No Cocker, as orelhas compridas abafam os ouvidos, que acumulam mais cera, umidade e sujeira. Isso o torna propenso à otite. Para evitar, a veterinária Cynthia Peixoto,consultora de Cães & Cia, recomenda limpar os ouvidos semanalmente com algodão embebido em óleo de amêndoa ou Johnson's. Depois, retira-se o excesso de óleo, com algodão seco. Cynthia comenta também que as orelhas longas, por encostarem mais facilmente no chão e por balançarem muito, levam sujeira aos olhos. Como parte da mucosa deles fica naturalmente exposta, há uma tendência à conjuntivite. Daí, a necessidade de limpá-los a cada dois dias com água boricada. 


 A raça é sujeita a entrópio (pálpebra virada para dentro) ou ectrópio (virada para fora). Em decorrência, os olhos infeccionam. Corrige-se cirurgicamente. Como o Cocker tem muito pêlo entre os dedos e entre as almofadas plantares, retém mais sujeira e umidade. Resultado: frieiras nas patas. Há duas formas de prevenir. Uma é limpando bem entre os dedos e secando quando estiverem molhados. A outra, é mantendo o pêlo da região sempre curto. A raça também exige cuidados com a alimentação. É extremamente gulosa. Se não for controlada, fica obesa. Consequentemente, terá problemas no funcionamento dos órgãos vitais. Não oferecer petiscos fora de hora e nem exagerar nas doses de refeições são as regras milagrosas para mantê-la em forma. A doença hereditária mais comum na raça é a catarata juvenil.
Aparece quando o cão ainda é jovem. Há também a atrofia progressiva da retina, que se manifesta por volta dos cinco a seis anos. Ambas causam perda gradativa da visão e cegueira. Podem ser detectadas por exame. Existe também a nefropatia renal, uma atrofia dos rins, que surge entre os seis meses e os dois anos de idade. É fatal.


 PADRÃO OFICIAL 

CBKC no 075 de 30/4/1994 FCI nº 75c de 24/6/1989. Classificação FCI: Grupo 8 : Cães D'água, Levantadores e Retrievers Seção B4: Levantadores Britânicos. País de Origem: Grã-Bretanha. Nome no país de origem: Cocker Spaniel. Utilização: Levantador de caça. Prova de trabalho: para o campeonato, independente. 

APARÊNCIA GERAL: alegre, robusto, própria para caça, bem balanceado e compacto, medindo, da cernelha ao chão, aproximadamente, o mesmo que o da cernelha à inserção da cauda.
CARACTERÍSTICAS: de natureza alegre, a cauda com movimento incessante e atividade típica cheia de energia, principalmente quando segue o rastro, sem medo de penetrar em esconderijos densos.
TEMPERAMENTO: meigo, afetuoso; cheio de vida e exuberante.
CABEÇA e CRÂNIO: focinho bem quadrado, com stop bem marcado, situado à meia distância entre a ponta do nariz e o occipital. Crânio bem desenvolvido, nitidamente cinzelado, nem muito afilado nem muito grosseiro. Os ossos da face não devem ser proeminentes. Nariz suficientemente largo para favorecer a capacidade do faro. Olhos: cheios, inseridos na superfície, marrom escuros ou marrons, jamais claros; porém, no caso de cães de cor fígado, fígado ruão e fígado e branco, os olhos são de cor avelã escura, em harmonia com a pelagem; com expressão de inteligência e meiguice, porém alerta, esperto e alegre; pálpebras bem ajustados. Orelhas: lobulares, de inserção baixa, ao nível dos olhos. Couro refinado, bem revestidas com pêlos longos, lisos e sedosos. Seu comprimento alcança a ponta do nariz, quando, para medir, estende-se o couro para a frente. Boca: mandíbula forte, com uma mordedura em tesoura, perfeita; regular e completa, isto é, os incisivos superiores sobrepassam ligeiramente os inferiores e são inseridos em ângulo reto com os maxilares. 
PESCOÇO: de comprimento médio, musculoso. Inserido elegantemente em ombros bem inclinados. Garganta sem barbelas. Tronco: forte e compacto. Antepeito bem desenvolvido de largura moderada e peito profundo. Costelas bem arqueadas. Lombo curto e largo. Linha superior firme e reta, suavemente descendente do final do lombo à raiz da cauda.
ANTERIORES: ombros bem inclinados e refinado. Membros com boa ossatura, retos, suficientemente curtos para concentrar força, sem chegar ao ponto de interferir no tremendo esforço esperado deste magnífico e pequeno cão de caça.
POSTERIORES: largos, bem arredondados e muito musculosos, com boa ossatura. Joelhos bem angulados. Jarretes curtos, dando maior propulsão.
PATAS: como os do gato, firmes, com almofadas grossas.
CAUDA:inseridas ligeiramente abaixo da linha do dorso. Deve ser alegre em movimento e portada horizontalmente, nunca para cima. Normalmente amputada com comprimento moderado, adequado para não interferir na sua ação incessante e alegre quando em trabalho.
MOVIMENTAÇÃO:andadura fluente, com grande propulsão e boa cobertura de solo.
PELAGEM: pêlo liso, de textura sedosa, não muito abundante, jamais duro, ondulado ou crespo. Bem franjado nos anteriores, corpo e cima dos jarretes.
CORES:várias. Nas cores sólidas, só é permitido a cor branca no peito.
TAMANHO: altura aproximada para machos de 39 a 41cm e para fêmeas de 38 a 39 cm.
Peso aproximado: de 13 a 15 quilos.
FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta, e penalizado na exata proporção de sua gravidade.
NOTA: os machos devem apresentar os dois testículos, visivelmente normais, bem acomodados na bolsa escrotal.
 Fonte:portalsaofrancisco.com.br

Ração ou Comida Caseira?



Qual a diferença entre a alimentação caseira e ração?
As rações industrializadas possuem um balanceamento adequado às necessidades dos cães que são bastante diferentes das nossas (espécie humana).
Em sua composição estão incluídos todos os elementos necessários ao melhor funcionamento metabólico do organismo, como vitaminas, sais minerais, proteínas de origem animal, que são de grande importância no processo de digestão, uma vez que os canídeos por sua natureza não possuem enzimas específicas para a digestão de fibras vegetais; ainda fazem parte do balanceamento as gorduras, os carboidratos entre outros.
Além da praticidade desse tipo de alimento, devemos levar em consideração os custos, uma vez que se formos promover um balanceamento “caseiro”, incluindo todos os elementos necessários a uma adequada formulação, com carnes, legumes e vegetais, ovos, complexos vitamínicos e minerais de boa qualidade e na medida certa para um bom equilíbrio nutricional, veremos que os custos serão bem maiores e o custo benefício não compensará.


 Existem no mercado rações com níveis nutricionais bastante diferentes, o que vem a justificar as diferenças de custos. O que vai variar são os ingredientes utilizados nas formulações. As rações “populares” ou de “combate” são formuladas com subprodutos de baixo valor nutricional, que não são bem aproveitados no processo de digestão e não irão agregar grandes valores à nutrição do organismo animal, deixando a desejar o que se pretende para uma boa saúde, podendo predispor a doenças carenciais, como hipovitaminoses, hipoproteinemias, anemias, descalcificações entre outras. Já as rações consideradas “premium” e “super premium” possuem em suas composições produtos de qualidade superior, daí serem de custo mais elevado. 


 As proteínas utilizadas são altamente digestíveis (ex. carne de carneiro, peru, frango) o que é bem diferente de outros subprodutos utilizados em rações mais baratas, como a farinha de carne, farinha de ossos, farelo de milho, de soja ou algodão, que são bem mais fracos e de pouco valor nutricional. Além das proteínas de altamente digestíveis, as rações “superiores” também utilizam como fontes de gordura, óleos vegetais nobres como óleo de linhaça, óleo de peixe (que são ricos em ômegas 3 e 6), muito importantes para a proteção da pele e pelagem. Outros elementos que podem fazer parte da composição dessas rações para ajudarem a aumentar a capacidade de digestão são as fibras de baixa fermentação, como a polpa de beterraba branca, que em muito irão auxiliar na absorção dos nutrientes, auxiliando a flora bacteriana intestinal (bactérias benéficas ao processo digestivo) e favorecendo uma melhor fermentação do bolo alimentar.

Royal Canin ,uma das linhas mais completas!

 Ao comprar uma ração deve-se levar em consideração primeiramente a idade do animal, se é jovem (até 12 a 15 meses de idade) a ração indicada será para a fase de crescimento; se é adulto ou se é senil o balanceamento deverá ser de acordo com a idade e porte; para as raças de pequeno porte será considerado senil a partir de 9 a 10 anos (ex. maltês, yorkshire terrier, shih tsu, poodle toy ou miniatura, lhasa apso, etc.) e para as de grande porte a partir de 7 anos (ex. pastor alemão, labrador, boxer, fila brasileiro, mastim napolitano, etc.), uma vez que as raças de porte grande têm uma longevidade menor via de regra.
Já existem no mercado rações consideradas “terapêuticas”, que têm o balanceamento apropriado para auxiliar o tratamento de diversas enfermidades, como obesidade, insuficiências urinárias e renais, insuficiência hepática, cardiopatias, doenças intestinais, convalescenças entre outras, tanto na forma seca quanto úmida, na forma de patês.

Linha Tutano,muito boa,minhas labradoras consomem

A ocorrência de doenças em animais alimentados com produtos de boa qualidade é muito menor.
A oferta de petiscos diversos é bastante prejudicial à saúde dos animais, podendo levar a intoxicações alimentares e distúrbios digestivos causando enterites, fermentações, diarréias, vômitos, sobrecargas hepáticas, além de alergias que desencadearão lesões em pele de graus variados.
É de vital importância a escolha alimentar do seu animal; procure a orientação profissional do médico veterinário de sua confiança; os preços são variáveis porque a qualidade dos produtos também é variável. Procure não se apegar apenas ao preço mais baixo e sim ao melhor custo benefício.
Escrito por Dr. Mussi A. de Lacerda/ Médico Veterinário - CRMVSP 3065
Arca de Noé Centro Médico Veterinário
www.arcadenoehv.com.br

Linha Whiskas,um das mais completas para gatos

Os Gatos e a Toxoplasmose



A Toxoplasmose é uma doença infecciosa provocada pelo protozoário Toxoplasma gondi, este infecta, principalmente células musculares e nervosas de animais endodérmicos como por exemplo cabras, bois, suínos, cães, gatos, ratos e aves.
O papel do gato na doença, é que ele é o hospedeiro definitivo da doença, mesmo não apresentando sinais. Somente eles podem liberar oocistos na fezes, estes oocistos para se tornar contaminantes precisam esporular no ambiente, isso ocorre entre 1 a 5 dias, dependendo da umidade e temperatura do ambiente. Vale lembrar que essa liberação de oocistos ocorre durante 15 dias e apenas uma vez na vida do animal, isso porque após serem infectados pela primeira vez, os gatos desenvolvem imunidade, e numa nova contaminação não vão eliminar mais oocistos.

E como o homem pode ser infectado?

Esta pode ocorrer através da ingestão de carne crua e mal passada, pois na musculatura dos animais, que são os hospedeiros intermediários, encontramos os cistos infectantes, assim como no leite in natura, aquele que não é pausterizado.
A outra forma é pela ingestão de vegetais, legumes e frutas contaminadas pelos oocistos liberados nas fezes dos gatos ou água em locais sem saneamento básico.
E por último a contaminação transplacentária, onde a mãe transmite pela placenta a toxoplasmose, podendo ocorrer aborto ou má formação fetal.

E como podemos evitar a contaminação? Existe prevenção?

Sim, existe. A melhor prevenção é evitar a ingestão de alimentos crus ou mal passados.
Sempre antes de ingerir, frutas, legumes e vegetais, fazer a higinene dos alimentos.
Para jardinagem ou para limpeza da caixa de areia dos gatos, usar luvas, pás e sempre lavar muito bem a mão após a manipulação.


Para concluir, percebemos que a possibilidade de transmissão de toxoplasmose do gato pro homem através de caricias, mordeduras ou arranhões é nula. E não há necessidade de se desfazer do seu animal no caso de gravidez, pois simples hábitos de higiene são suficientes para prevenir a infecção.
Fonte:dicasveterinarias.com.br

Emoções em Cães e Gatos



Posso garantir que os animais sentem, vivenciam emoções. Tristeza, dor, ansiedade, medo entre outras. Mas afirmar que são as mesmas que nós humanos experimentamos, não dá para afirmar. É difícil acreditar que os cães e gatos não sintam as mesmas emoções que nós sentimos.  As emoções estão diretamente ligadas a mecanismos evolutivos essenciais à preservação das espécies. Ao experimentar medo, por exemplo, os animais tomam decisões e agem para se sentir seguros. Alguns sentimentos básicos são comuns à maioria dos animais, como o medo, a surpresa, a raiva, a alegria, a tristeza e o nojo. Se perguntarmos a alguns donos (prefiro chamar de companheiros, não somos donos de ninguém!) de cachorros e gatos se eles sentem as mesmas emoções que nós, aposto que muitos responderão que sim, afirmando que seus animais sentem culpa, pena, vergonha, etc. É justamente aí que reside o perigo de interpretarmos mal nossos animais, pois tentar se colocar sob o ponto de vista de outro individuo é sempre difícil, e quando este outro indivíduo é de outra espécie, a tarefa se torna ainda mais complexa.
Cada espécie tem formas de ver, ouvir, cheirar, provar e sentir o mundo completamente diferentes das outras. Sabemos que a audição e o olfato dos cães e gatos são mais desenvolvidos que os nossos. Já o paladar deles é aproximadamente cinco vezes menos apurado.

Nós, humanos, sentimos o mundo de um jeito; os animais, de outro. As diferenças sensoriais entre eles e nós são muitas.
Outra diferença enorme é a linguagem usada para comunicação. Ao passo que os cães são especialistas na leitura da linguagem corporal, eles compreendem muito pouco da nossa fala. Embora sejam capazes de aprender muitas palavras (mais de 200!), não entendem o sentido de uma frase longa. O tom de voz –doce ou ríspido – é facilmente compreendido por um cão, mas o que o dono está dizendo…eles não entendem.
Outra questão recorrente é se os animais têm ou não consciência. A definição de consciência,segundo o Dicionário Aurélio, é: “Atributo pelo qual o homem pode conhecer e julgar sua própria realidade”.



  Para simplificar, vamos classificar a consciência dos animais em três tipos:
1. Consciência Primária: percepções e sensações como raiva, sede, calor,
frio. Esse nível de consciência permite que o animal perceba o mundo
externo, se mantendo seguro e vivo.Os peixes, répteis e anfíbios são
dotados deste tipo de consciência.

2. Consciência Secundária: é a capacidade de refletir sobre as
experiências. Alegria, tristeza, medo, raiva e surpresa são exemplos de
sentimentos associados à consciência secundária.

3. Consciência Terciária: é a capacidade de pensar, expressar
sentimentos através da linguagem e da autoconsciência. Culpa,
embaraço, generosidade, compaixão, vergonha, orgulho são expressões
disso.

Estudos indicam que todos os mamíferos possuem as consciências primária e secundária. Já a consciência terciária, habilidade de vivenciar experiências pessoais, internas e subjetivas, requer alta inteligência. Até onde sabemos, do ponto de vista científico, os animais não possuem esta habilidade, presente unicamente nos seres humanos.
É quase impossível não confundirmos as nossas emoções com as dos cães e gatos, e esta atribuição de características humanas aos animais é chamada de antropomorfização. Inconscientemente, fazemos isto o tempo todo.


Os gatos sentem muito a chegada de um neném na casa, por exemplo. Mas prefiro interpretar suas atitudes estranhas (ex: urinar na cama do dono) como uma demonstração de que ele está precisando de atenção. Acho melhor que chamar o gato de ciumento.
Quando achamos que nosso cachorro está demonstrando vergonha, ciúme, orgulho e culpa, estamos lendo e interpretando os sinais corporais dele de acordo com o que conhecemos e sentimos. Pode ser difícil acreditar que seu cachorro não sente culpa quando você chega em casa e vê um xixi na sala.
Mas enxergue por outro ângulo: a postura submissa, o olhar de “coitadinho” e o rabo entre as pernas é a reação do cão à expressão enfurecida do seu dono/companheiro pela sujeira e o estrago causado. Experimente entrar em casa e fazer uma festa mesmo que encontre uma bagunça. Aposto que ele não expressará nenhuma culpa e ficará animado como se tivesse sendo elogiado.
Os cachorros e gatos não têm uma noção linear do tempo como nós. Cinco minutos após o fato, eles não relacionam mais o ocorrido à sua reação. Por isso a punição ou o elogio devem ser sempre no ato, “no flagra”.
Quando os cães fazem aquela cara de “fiz besteira” e tentam nos agradar, é para satisfazer o chefe da matilha – você.
Já sabemos que os seres humanos não são as únicas espécies que podem exprimir emoções, mas ainda estamos longe de alcançar a compreensão total do universo afetivo dos animais.

 Fonte:Dra.Rita Ericson
bichosaudavel.com
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