O seu gato consegue fazer você perder a
paciência de tanto insistir em obter a sua atenção? Alexandre Rossi
ensina como lidar com esse felino nada “independente”
Alguns
gatos requisitam atenção praticamente o tempo todo. São excessivamente
agitados (hiperativos) e carentes. Essa combinação pode ser desastrosa,
capaz de levar à loucura quem acreditou na fama de “independente” desses
companheiros.
Basta o dono abrir o
jornal e lá vai o gato carente se deitar bem em cima! Com atitudes como
essas, ele não só consegue impedir o dono de ler o jornal, mas também de
ver televisão e de se calçar. Posiciona-se sempre no “pior” lugar. Pode
também reclamar miando porque a porta está fechada, o pratinho de
comida se encontra um pouco mais vazio que o normal ou a torneira da pia
está fechada, mesmo quando há água limpa e fresca no potinho.
O
exemplar ansioso não sossega enquanto não é acariciado. Não raro, sua
insistência pode se estender pelo período noturno afora ou levá-lo a
acordar o dono horas antes do horário habitual.
Se
comportamentos como esses estão tirando você do sério, há algumas dicas
para ajudá-lo a desfrutar de mais paz e sossego. Tenha em mente que o
felino poderá se tornar menos inconveniente, mas continuará agitado e
carente. Conscientize-se também de que você está sendo manipulado pelo
gato. Ele faz coisas proibidas que o irritam só para alcançar os
objetivos dele. Quando está carente, pode arranhar o sofá só para ganhar
a sua atenção, mesmo que em forma de bronca. Ou seja, ele treina você!
Abrir
a porta para o gato que mia resultará em mais miados ainda. E cada vez
que a vontade dele for satisfeita, o nosso felino se tornará mais perito
em incomodar. Aprenderá quais comportamentos dele você mais odeia. E
que intensidade desses comportamentos fazem você ceder!
É
quase impossível pôr em prática a solução mais óbvia, ou seja, não
atender as exigências do gato enquanto ele estiver fazendo algo
reprovável. Isso porque, ao perceber que é ignorado, costuma aumentar a
intensidade do miado e de outros comportamentos inconvenientes, até ser
atendido. Como agir, então?
Há
algumas iniciativas interessantes. Uma é inibir com técnicas punitivas
os comportamentos com potencial para se tornarem insuportáveis. A
punição consiste em criar uma situação desagradável para o gato, sem ele
achar que está ganhando atenção. Caso contrário, se sentirá
recompensado e o resultado será oposto ao desejado.
Não
devemos, portanto, falar com o gato enquanto o punimos. É melhor nem
mesmo nos aproximarmos dele. Mesmo porque, se o gato associar a punição
com quem o puniu, poderá desenvolver desconfiança e medo em relação
àquela pessoa. Obviamente, não devemos também assustá-lo demais nem
machucá-lo. E, como deve acontecer em qualquer condicionamento, a
punição só será aplicada no exato momento do comportamento errado. Nem
antes nem depois.
Em casos como o do
gato que mia de madrugada, insistindo para abrirmos a porta do quarto,
um castigo tecnicamente correto é recorrer à ajuda de um aspirador de
pó. Coloca-se o aparelho no local onde o gato costuma miar, pronto para
funcionar, faltando apenas conectar o fio à tomada.
O
fio será a única parte que ficará dentro do nosso quarto. Assim que o
gato começar a miar, liga-se o aspirador sem abrir a porta do quarto. O
barulho e o vento do aspirador poderão ser suficientes para os miados
pararem e, com o tempo, o felino provavelmente perderá o hábito. Além de
punir usando objetos barulhentos, pode-se utilizar um spray de água, de
“longo” alcance, e aplicar o castigo à distância.
Outra
iniciativa importante é recompensar o gato com atenção e petiscos
sempre que se comportar de modo desejado ou mesmo quando, simplesmente,
não nos incomodar. Podemos, ainda, tornar o ambiente mais estimulante
para ele praticar atividades, fazendo-o consumir mais energia.
Ficar
atento aos sinais comunicativos do felino é mais uma boa técnica. Ao
identificar os comportamentos que revelam as intenções dele, torna-se
possível nos anteciparmos aos pedidos insistentes. Assim será possível
recompensar comportamentos comunicativos que não nos incomodem. Ver o
gato olhar para a maçaneta, por exemplo, pode ser melhor do que ouvi-lo
miando. Com iniciativas como essas, todos ficarão mais satisfeitos!
Fonte: http://caocidadao.com.br
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