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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Acne Felina




O acne felino é uma patologia, dermatológica, relativamente frequente e que pode ter várias causas.

Afeta gatos de ambos os sexos e pode aparecer em qualquer idade, podendo ter um caráter cíclico ou então persistir durante toda a vida do animal.


Afeta sobretudo a zona do mento e os lábios, sendo o inferior mais frequentemente afetado.


 Qual a causa e a patogenia desta doença?

O acne felino é uma patologia idiopática, que tem vários factores predisponentes como sejam: defeitos localizados de queratinização, alterações nos folículos pilosos, hiperplasia das glândulas sebáceas, grooming insuficiente, stress, patologias víricas (como por exemplo FIV e FELV), sarna demodécica, dermatofitiases, dermatites de contacto e doenças alérgicas.

Os folículos pilosos começam por ficar distendidos, com conteúdo lípidico e queratina.
Se estes folículos se rupturam e o seu conteúdo se dispersar pela derme, ocorre uma reacção inflamatória.

A infecção bacteriana secundária dos folículos leva a foliculites que podem inclusive evoluir para furunculoses.



Quais os sintomas que o seu gato pode ter?

Os gatos podem ter um só episódio, podem ter vários de forma cíclica, ou podem apresentar esta patologia durante toda a vida.

As zonas mais afectadas são sobretudo os lábios, principalmente o inferior e a zona do mento, variando a extensão e gravidade das lesões de animal para animal.

Os animais começam por apresentar comedões no mento e lábios, inicialmente assintomáticos, estas lesões podem no entanto evoluir para pápulas eritematosas, pústulas, foliculites, furunculoses e celulite sendo estas já pruriginosas.

Em casos mais severos pode mesmo haver alopécias na região afectada e o mento e lábios podem estar edemaciados e dolorosos, podendo o animal apresentar uma linfoadenopatia regional.

Como se diagnostica esta patologia?

O diagnóstico é feito por observação de lesões compatíveis, ao exame físico e recorrendo a diferentes exames complementares de diagnóstico como sejam: observação microscópica de citologias por impressão e de raspagens cutâneas, cultura fúngica, cultura bacteriana.
Nos casos de diagnóstico mais difícil poderemos recorrer a biopsia, enviando-se a amostra recolhida para exame histopatologico.

 


Como tratar esta patologia?

Normalmente não se consegue atingir a cura total, podendo controlar-se a doença com tratamentos periódicos ou contínuos. Se houver alguma causa predisponente, devemos começar por a tratar.

Animais que apenas apresentem poucos comedões e estejam assintomáticos podem não necessitar de tratamento, animais que tenham muitos comedões e seborreia devem fazer um tratamento tópico com uma solução anti séptica e um champô anti-seborreico.

Se o animal apresentar uma infecção bacteriana secundária o animal devera ser tratado com: antibiótico sistémico, durante um período que poderá ir de 2 a 6 semanas, antibiótico e retinoides locais e champô anti-seborreico.

Em casos mais severos onde haja furunculose, poderá ser necessário recorrer a uma cortica terapia sistémica.

Fonte: hvp.pt

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