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domingo, 19 de junho de 2011

Hipotireodismo




Ganho de peso, queda de pêlo e outros problemas dermatológicos — esses sintomas podem estar relacionados a uma série de doenças. Uma delas é o hipotireoidismo, uma doença que aparece com mais freqüência em cães do que em gatos. É caracterizada por uma queda na produção dos hormônios da glândula tireóide, que tem uma importante função na regulagem do metabolismo.


Causas

A diminuição da produção e secreção dos hormônios tireoideanos é a causa básica do hipotireoidismo. A produção destes hormônios é influenciada pelas glândulas pituitárias (ou hipófise), hipotálamo e tireóide. Embora problemas possam ocorrer em qualquer parte deste circuito glandular, mais de 90% dos casos ocorrem quando há destruição da glândula tireóide pelo próprio organismo.
Cinqüenta por cento desses casos ocorrem quando o próprio sistema imune do animal ataca as células da tireóide; o restante dos casos ocorrem por atrofia do tecido tireoideano por infiltração gordurosa, forma esta ainda de origem desconhecida.
Que pets podem desenvolver o hipotireoidismo?
Os cães são muito mais afetados que os gatos, sobretudo na faixa etária de 4 a 10 anos, nos portes médio a grande, sendo mais raros nos de porte toy e miniatura.
Existem certas raças com uma maior predisposição, como Golden Retriever, Dobermann, Setter Irlandês, Teckel, Cocker e Airdale Terrier.
Como saber se meu cão tem hipotireoidismo?
Já que o hormônio tireoideano é necessário para o metabolismo celular adequado, sua deficiência irá afetar a função metabólica de várias partes do corpo, logo não haverá um sintoma específico para o hipotireoidsmo.


Analisados de uma maneira conjunta, todos esses sintomas fazem o veterinário suspeitar do hipotireoidismo.

 >> ganho de peso/obesidade
>> queda de pêlo
>> apatia
>> letargia
>> pêlo ressecado
>> hiperpigmentação da pele
>> hiperqueratinização da pele
>> colesterol alto
>> anemia

Tratamento

A doença é diagnosticada através de exames bioquímicos no sangue que verificam os níveis dos hormônios tireoideanos T3 e T4. O hipotireodismo pode ser tratado com hormônios sintéticos.
 Fonte:Petsite

Esporotricose



Esta é uma doença fúngica zoonótica, ou seja, pode também acometer o homem. É provocada pelo fungo Sporothrix schenkii que é encontrado no solo, plantas e material em decomposição.
A infecção vai ocorrer quando o fungo é inoculado no tecido subcutâneo, atráves de um arranhão, mordedura ou machucado. Além disso, o animal que entra em contato com esse fungo, pode mante-lo por exemplo nas unhas, sem desenvolver a doença e quando arranha o homem, ou outro animal, tranfere o fungo levando a infecção. É uma doença mais observada em gatos que em cães, principalmente os machos que vagueiam e lutam por território e fêmeas.
A doença pode se apresentar na forma cutânea, onde encontramos nódulos que posteriormente viram feridas e abcessos, ou disseminada, onde vamos ter o acometimento sistêmico, levando a febre, inapetência e prostração. Quando aparece na forma pulmonar, vemos espirros, fadiga, tosse com ou sem catarro, sangramento nasal e dificuldade respiratória.
Para chegar ao diagnóstico é fundamental avaliar o histórico do animal, como disse anteriormente, animais que frequentam a rua e os brigões são grandes canditados a adquirir a doença. Além disso, é muito comum também que o proprietário chegue a clínica reclamando que já fez tratamentos com antibióticos e pomadas e as feridas não cicatrizam. Para confirmação do diagnóstico existem exames específicos de citologia da lesão.


 O tratamento é a base de antifúngico e por um longo período, mínimo de 30 dias. É indispensável que este tratamento seja feito corretamente, nas doses, frequencia e tempo determinado pelo médico veterinário, pois caso contrário a recidiva é certa.
E vamos lembrar que esta é uma doença zoonótica e as precauções adequadas devem ser tomadas para prevenir a infecção. Então você proprietário que tem um animal com esporotricose, deve sempre lavar muito bem as mãos constantemente, sempre que for manusear o animal, seja por conta de curativo ou administração de medicamento, é indicado o uso de luvas.
O ideal é restringir o local de permanência desse animal na casa e não permitir que ele vá a rua durante o período de tratamento. Roupas de cama, estofados e todo local que o animal tiver acesso deve ser muito bem higienizado.
Fonte:dicasveterinarias.com.br 

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Os Cães e a Conjuntivite



A conjuntivite é uma doença freqüente, muitas vezes considerada sem importância e que, como o seu nome indica, é uma inflamação da conjuntiva. Costuma afetar especialmente aqueles cães que colocam a cabeça para fora do carro em movimento ou que entram em contato com alguma substância alérgica.


O olho que 'chora'


Segunda capa protetora do olho, por baixo das pálpebras, a conjuntiva costuma ser atingida por uma infinidade de tipos de poeira irritantes, infecciosas ou não. É uma mucosa profunda e finamente vascularizada que, em estado normal, apresenta um aspecto branco rosado. Graças à sua transparência natural, transforma-se numa vitrine para além da qual não pode passar despercebida qualquer inflamação do olho nem das estruturas subjacentes.

Clinicamente, a conjuntivite caracteriza-se por 3 sintomas fundamentais: a vermelhidão da mucosa, que se congestiona, a intolerância à luz ou fotofobia e o blefarospasmo, que faz o olho do cão piscar constantemente, fechando-lhe a pálpebra quase completamente. Tudo isso provoca um lacrimejar e uma epífora mais ou menos abundante.
A conjuntivite é uma doença dolorosa, que deve ser tratada imediatamente para não se tornar crônica.
A congestão dos vasos conjuntivos provoca rapidamente um edema, com inchaço da pálpebra, a quemose. A mucosa toma, então, um aspecto aveludado brilhante.
Além da conjuntivite "clássica", que afeta os 3 segmentos da mucosa, podem surgir conjuntivites foliculares em certas raças. O Pastor Alemão é particularmente propenso a esse gênero de patologia. As células, que intervêm na proteção imunitária da conjuntiva, multiplicam-se e aglutinam-se em folículos, que podem atingir um milímetro de diâmetro. No caso da conjuntivite folicular propriamente dita, os folículos situam-se nas conjuntivas palpebral e globular. Quando existe hipertrofia dos folículos linfóides, estes localizam-se estritamente na região da membrana nictitante.



Causas múltiplas

As conjuntivites podem ser infecciosas. É preciso lembrar que a conjuntivite é um dos sintomas da cinomose. Também podem intervir outros germes ou vírus. Mas são principalmente os fatores físicos que provocam as conjuntivites. Em primeiro lugar, os corpos estranhos, como poeira ou as espiguetas, que se enfiam sob a terceira pálpebra ou na prega das pálpebras.
Algumas vezes, o corpo estranho é uma parte integrante da pálpebra. Nas triquíases, trata-se de uma pestana mal implantada, que arranha a conjuntiva e, às vezes, também a córnea, irritando e inflamando a mucosa e o epitélio.
A irritação relacionada com o enrolamento da pálpebra sobre a sua face interna, no entrópio, contribui para a inflamação da conjuntiva.
Paradoxalmente, a secura ocular observada nas querato-conjuntivites secas, freqüentes no Pastor Alemão, pode ser a origem de uma irritação e de uma inflamação das conjuntivas. A exploração da função secretora do aparelho lacrimal permitirá verificar esta hipótese.
Finalmente, os fenômenos alérgicos não são raros no cão e, muito frequentemente, as picadas dos insetos provocam edemas da face, com fortes quemoses e conjuntivites.

Tratar imediatamente para aliviar o cão

A conjuntivite deve ser tratada rapidamente: assim se aliviará o animal e serão evitadas complicações. Deve ser o veterinário a escolher o colírio a ser aplicado. Além disso, o dono deverá respeitar as indicações da prescrição: para que o colírio seja eficaz, deverá ser aplicado até 6 vezes ao dia.

 Fonte:dogtimes.com.br

Higiene Felina


 
O gato é, por sua natureza, um animal limpo. Porém, alguns cuidados devem ser tomados no dia-a-dia para que sua higiene se mantenha.
O gato tem o hábito de se lamber e de lamber outros gatos que porventura convivam com ele. Com este hábito, o gato retira de seu corpo sujeiras, detritos e pelos mortos, pois sua língua áspera é um ótimo instrumento de limpeza.
 

Além da autohigiene (feita pelo próprio gato), existem certos cuidados que devem ser tomados pelo proprietário: limpeza dos olhos, dos ouvidos, dos dentes e das unhas. 
Os gatos de pelagem longa e semi-longa requerem escovação por parte do proprietário, para evitar que apareçam nós e bolos e que os gatos, ao se lamberem, venham a ingerir grandes quantidades de pêlo, suficientes para causar obstruções gástricas e intestinais.

Cuidado com os olhos

Os olhos sempre limpos e brilhantes são sinal de saúde. Para mantê-los livres de problemas verifique se não há qualquer tipo de secreção e vermelhidão, que são sinais de conjuntivite ou de outras doenças mais séries, como as viroses.
Gatos que têm o rosto mais achatado, como o Persa e o Himalaio, podem apresentar uma deficiência no escoamento da lágrima. Pelo canal lacrimal, que é uma estrutura localizada entre o nariz e os olhos do gato.
Procure limpar sempre este excesso de secreção com algodão seco, para evitar que manche a pelagem em torno dos olhos.
Não use colírios ou produtos de limpeza sem consultar seu veterinário! No máximo use soro fisiológico sem, no entanto, esfregar algodão, gaze ou qualquer outro material nos olhos de seu gato. Você poderá causar danos à estrutura do olho.




 

Limpando os ouvidos

Não use cotonetes ou outros instrumentos pontiagudos para limpar os ouvidos de seu gato. Além de estar empurrando material orgânico para dentro do canal auditivo, você poderá machucar seu pet.
Use algodão seco ou produtos já disponíveis no mercado veterinário que, além de higienizar, previnem quadros mais sérios, como as otites.


 
Checando os dentes

Os gatos também podem sofrer com o acúmulo de tártaro nos dentes. Este acúmulo pode causar mau hálito e ser fonte de infecções em todo o organismo do animal.
A prevenção é sempre a melhor opção.
Gatos que comem ração seca têm menor tendência para acumular tártaro, devido ao atrito causado pela própria ração com os dentes. Mas mesmo assim, crie o hábito de checar o boca de seu gato, para perceber qualquer início de tártaro.
Existem produtos no mercado que são auxiliares no combate ao tártaro, como petiscos e brinquedos.
Em casos mais sérios, procure seu médico veterinário.


 
As unhas

Quando crescem em demasia devem ser cortadas por um profissional. Dentro da unha de um gato correm vasos sangüíneos e nervos e um leigo poderá seccioná-los.
Existem outras maneiras para controlar o crescimento das unhas de seu gato. Os arranhadores são objetos criados para estimular os gatos a afiarem as unhas. A estimulação é feita com aromatizantes naturais, como a erva catnip, que atrai os felinos.

Fonte: 
revistaonlinegatosecia.blogspot.com

Animais e Manias Compulsivas



Como evitar manias compulsivas no pet

Revista Cães & Cia, n. 292, setembro 2003
Quando o pet desenvolve manias como perseguir a própria cauda, latir sem parar, arrancar parte da pelagem é provável que esteja com compulsão. O comportamentalista Alexandre Rossi ensina como enfrentar o problema Como nós, os animais também estão sujeitos a comportamentos repetitivos, que além de desagradáveis podem resultar em prejuízo à saúde deles. É o que acontece quando o cão ou gato, de tanto se lamber, fica com feridas. Saiba como identificar os principais motivos da compulsão e aprenda a lidar corretamente com ela.

Identificando a compulsão
O papagaio que arranca as próprias penas age de modo compulsivo, assim como qualquer animal que tenha comportamento repetitivo, sem propósito claro nem vantajoso. Quase todas as manifestações físicas podem se tornar compulsivas. Entre as mais comuns estão correr atrás da cauda, perseguir a própria sombra, lamber exageradamente as patas, arrancar pêlos ou penas e latir por longos períodos.




 

Causas
Além de predisposição herdada, em geral por desequilíbrio químico dos neurotransmissores do cérebro, o comportamento compulsivo também pode estar associado a estresse e ansiedade, provocados pelo ambiente onde o animal vive e pelas relações que os humanos têm com ele. Esses fatores ambientais muitas vezes são as únicas causas da compulsão. Por exemplo, um cão ativo ficará ansioso se for confinado em espaço pequeno demais e com poucos estímulos. Para gastar a energia acumulada, poderá começar a andar em círculos, lamber as patas, latir e até roer pedras. Se a condição se prolongar, surgirá o comportamento compulsivo e durará pelo resto da vida, mesmo que se venha a oferecer condições mais adequadas. As dicas a seguir permitem evitar a compulsão adquirida e, se ela já estiver instalada, aliviá-la, já que é difícil superá-la por completo.

Ambiente adequado
Procure criar condições para o animal gastar tempo e energia de acordo com as necessidades de espaço, atividade e companhia típicas da espécie à qual ele pertence. Não o deixe sozinho por longos períodos se ele for muito sociável, por exemplo. Um cão habituado ao convívio com o dono pode se desesperar se este sair de casa, mesmo que somente por algumas horas.

Cuidado com mudanças bruscas
O estresse está entre as principais causas do comportamento compulsivo. Um papagaio pode ficar muito estressado se houver uma repentina mudança no horário que se acostumou a receber comida ou se a mesma for servida por uma pessoa diferente.
O incômodo de enfrentar mudanças será menor se o pet for habituado desde filhote a diversos ambientes, situações, pessoas e animais. Essa socialização deve ser feita sempre de maneira gradativa, sem mudanças bruscas.




 

Guloseima não é remédio
Na tentativa de interromper um comportamento compulsivo, alguns pro
prietários tentam distrair o pet oferecendo brinquedos, atividades ou guloseimas, mas são surpreendidos ao ver o comportamento indesejado se tornar mais intenso. Trata-se de o animal, satisfeito com a "recompensa" recebida, se esforçando para ganhar mais. Até broncas podem reforçar a compulsão se forem interpretadas como ganho de atenção por um animal carente nesse sentido. Portanto, para interromper um comportamento compulsivo, provoque uma sensação desagradável ao animal, sem traumatizá-lo. Pode ser um barulho incômodo ou, se a privação da presença humana não for do agrado dele, deixá-lo sozinho por alguns minutos.

Uso de medicamentos
Para o comportamento compulsivo decorrente do desequilíbrio químico dos neurotransmissores do cérebro, há remédios, geralmente antidepressivos, bem como atividades físicas e suplementação alimentar com aminoácido como o triptofano.

Resumo das dicas
• Forneça espaço e atividades adequadas para o seu animal.
• Exponha gradativamente o seu bicho a diversas situações e pessoas.
• Evite mudanças bruscas que estressem o animal.
• Para interromper um comportamento compulsivo faça um barulho incômodo ou deixe o pet sozinho -- não utilize brincadeiras, petiscos nem carinho.
• Quando o problema é desequilíbrio químico dos neurotransmissores do cérebro, remédios podem ajudar, bem como atividades físicas e suplementação com aminoácidos.

Fonte:caocidadao.com.br
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