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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Hiporexia e Anorexia Felina


E agora é hora de saber que quando um gato para de comer, diferente do cão, não podemos esperar 3 dias para ver se ele volta a comer sozinho e, então, levá-lo ao veterinário. Isso porque o gato pode desenvolver a lipidose hepática, ou doença do fígado gorduroso, quando fica muito tempo sem comer. E volto a dizer que “muito tempo”, para o gato, é de 2 a 3 dias.
Esta doença é, na verdade, mais um sinal clínico (sintoma)  que uma doença em si, visto que todas as doenças de gatos que levam à falta de apetite podem levar à lipidose hepática. E como quase todas as doenças que acometem os gatos levam à hiporexia (apetite diminuído)  ou anorexia (falta de apetite), a lipidose pode acompanhar a maioria das doenças agravando-as.
Um gato com lipidose hepática, mesmo que ele “queira” comer, não consegue, pois o pouco que come vomita. Inicia-se um ciclo vicioso, pois a falta de alimento é a causa do problema, mas dar alimento leva à emese (vômito). Claro, o animal fica fraco, perde peso e vai a óbito.
Um gato com lipidose deve ser internado para ficar sob cuidados intensivos com fluidoterapia (soro) para tratamento da desidratação e medicamentos anti-eméticos, pois é de fundamental importância controlar o vômito para iniciar o quanto antes a principal parte do tratamento: alimentação forçada. Esta é realizada de forma gradativa com pequenas quantidades nos primeiros dias, aumentando e corrigindo as necessidades calóricas diária conforme o peso de cada animal. A alimentação é feita várias vezes ao dia, de hora em hora ou a cada meia hora (ou mais ou menos conforme cada caso) e será através de sonda ou, em casos menos graves, forçada na boca com uma seringa. Claro, outros medicamentos fazem-se importantes no tratamento (como antibióticos, reposição eletrólitos no soro, vitamina K, entre outros) e variam conforme o quadro clínico. Cabe ao médico veterinário fazer o protocolo ideal para seu paciente.



Descobrir o que levou o seu animal a desenvolver a lipidose hepática é muito importante, embora, nem sempre possível. É importante investigar outras doenças através de exames ou algum fator estressante como mudanças no seu ambiente ou na sua rotina (pessoas ou animais novos na casa, mudança de alimentação e, principalmente, viagens de seus donos). O stress é uma causa muito comum da lipidose. Na maioria das vezes, quando o dono do gato viaja, a pessoa que fica responsável pelo animal não percebe que este está comendo pouco. Muitas vezes, o gato vai até o potinho de comida e come alguma coisa. ISSO É MUITO IMPORTANTE: SÓ PORQUE O GATO É VISTO COMENDO NO SEU PRATINHO NÃO SIGNIFICA QUE ESTÁ COMENDO O SUFICIENTE!! Atendi vários pacientes felinos, cujo dono dizia que o seu gato estava comendo, pouco, mas comia. A questão é que se seu gato está comendo cinco, seis ou dez grãos de ração por dia  é o mesmo que “não estar comendo”, dadas as características fisiológicas de um gato. Ou seja, se a quantidade de alimento ingerido é muito pequena, o fígado pode desenvolver a lipidose, mobilizando as gorduras reservadas para suprir a falta de alimento. Outro fator que predispõe à doença é a obesidade.
Resumindo… É de extrema importância ter certeza que seu companheiro gato esteja comendo a quantidade que costuma comer. Observse a presença de fezes na caixa de areia, se está na freqüência de sempre (1 ou 2 ou mais vezes ao dia,). Se você suspeitar que ele está sem apetite, perca uns minutinhos ao lado dele, fazendo carinho enquanto come (ISSO É MILAGROSO!!). Muitas vezes, só a carência faz o gato perder a vontade de comer; pode acontecer de você ter estado muito ocupado com o trabalho ou outra atividade e seu animalzinho ter sentido isso. Ofereça comidas que ele goste, pois é melhor ele tomar um leitinho, comer uma carninha ou um patê do que não comer nada! E se, mesmo assim, continuar sem comer e, MUITO IMPORTANTE, SE ELE NÃO ESTIVER VOMITANDO; force um pouco de ração úmida (comercial) numa seringa, pequenas quantidades com intrevalos de tempo entre elas, depois veja se ele come sozinho. Para forçar alimento com seringa, é importante não forçar na “goela”, pois ele pode engasgar-se. Sempre deixe sua cabeça na posição anatômica (normal, como ele anda, por exemplo) e não direcione para cima, como costuma-se fazer para forçar comida; pois quando a cabeça fica para cima (olhando para cima), a glote abre-se para o pulmão, fazendo com que o alimento vá para o pulmão. 





Portanto, ao forçar alimento para o seu gato, tenha em mente esses cuidados básicos para não causar um problema ainda maior. Coloque pequena quantidade dentro da boca, sobre a língua e deixe que ele coma sozinho, dê tempo para ele comer.
Claro, essas tentativas de retorno ao apetite em casa deve ser realizada por 1 dia. Se , no dia seguinte (no máximo), o gato não voltar a comer normalmente (quantidade significativa de ração), leve-o para o veterinário para que ele possa ajudar a descobrir a causa da anorexia/hiporexia.
É importante lembrar que gato é diferente de cão e que 2 a 3 dias sem comer (ou comendo menos) pode levar a conseqüências sérias na saúde que, se tratadas tardiamente, podem ser irreversíveis e levar a óbito.
Fonte:carolcat's weblog

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